As 5 Áreas Que Mais Vão Gerar Empregos no Futuro (Segundo Especialistas)st

Profissões cuja a importância e a demanda tem crescido no decorrer dos anos e apresentam grande probabilidade de ascensão futura.

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Eduardo Cava Leanza

4/21/20254 min ler

a man sitting at a table using a laptop computer
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As 5 Áreas Que Mais Vão Gerar Empregos no Futuro (Segundo Especialistas)

O mercado de trabalho está passando por uma profunda transformação. De acordo com Schwab (2016), fundador do Fórum Econômico Mundial, a chamada Quarta Revolução Industrial está moldando novos modelos produtivos e impactando diretamente as profissões do futuro. Dessa forma, compreender quais áreas devem crescer nas próximas décadas é essencial para uma preparação estratégica.

Como prever as áreas de maior crescimento?

A análise de dados sobre crescimento de setores econômicos, relatórios globais e investimentos em inovação é a base para a projeção de áreas promissoras. Segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial (2023), profissões ligadas à tecnologia, energia limpa e saúde lideram as estimativas de crescimento até 2035.

As 5 áreas com mais oportunidades até 2035

1. Tecnologia e programação

Schwab (2016) destaca que a automação, a inteligência artificial e o aprendizado de máquina irão transformar drasticamente o mercado de trabalho. O relatório do Fórum Econômico Mundial (2023) prevê a criação de 170 milhões de empregos em tecnologia nos próximos cinco anos, compensando a eliminação de 92 milhões de vagas em áreas repetitivas e analógicas.

Além disso, autores como Brynjolfsson e McAfee (2014) apontam que profissões como cientista de dados, desenvolvedor de sistemas, engenheiro de software e especialista em segurança cibernética continuarão em alta, exigindo habilidades cada vez mais sofisticadas.

2. Energia limpa e meio ambiente

O relatório da Organização Internacional do Trabalho (ILO, 2018) afirma que a transição para uma economia verde pode gerar até 24 milhões de empregos até 2030. Autores como Sachs (2015) defendem que investimentos em energia renovável, mobilidade urbana sustentável e tecnologias limpas são não apenas urgentes, mas economicamente vantajosos.

Segundo dados citados por Pereira e Sena (2023), o Brasil já possui mais de 2,6 milhões de empregos considerados “verdes”, com tendência de crescimento impulsionada por políticas públicas ambientais.

3. Saúde e bem-estar mental

De acordo com Lima e Barbosa (2021), a pandemia da COVID-19 intensificou os debates sobre saúde mental e escancarou a necessidade de políticas públicas e profissionais qualificados. O crescimento do uso de tecnologias na saúde — como a telemedicina — também tem sido acompanhado por pesquisadores como Topol (2019), que prevê uma explosão na oferta de serviços digitais ligados ao bem-estar.

O crescimento de aplicativos voltados à saúde, programas corporativos de qualidade de vida e uma maior aceitação da psicoterapia são sinais de que o cuidado mental será um dos pilares do mercado de trabalho no futuro.

4. Educação digital e lifelong learning

A Educação 4.0, como nomeada por Valente (2019), é baseada na personalização do ensino com o apoio de tecnologias como inteligência artificial, realidade aumentada e plataformas gamificadas. Segundo o relatório da UNESCO (2022), as instituições de ensino devem se adaptar à nova lógica de formação contínua (lifelong learning).

Em complemento, Castells (2007) argumenta que a sociedade em rede exige um tipo de trabalhador que esteja constantemente aprendendo, e a tecnologia é a ponte para esse novo paradigma educacional.

5. Logística e mobilidade urbana inteligente

Com o crescimento do e-commerce e a busca por soluções sustentáveis nas cidades, a logística se tornou um dos setores mais estratégicos. Segundo Rodrigues e Silva (2022), a integração de IoT e análise de dados já transforma a forma como produtos e pessoas se movem nos centros urbanos.

Sassen (2005) acrescenta que o redesenho das cidades inteligentes exigirá profissionais em áreas multidisciplinares como mobilidade elétrica, gestão de tráfego e infraestrutura digital.

Considerações finais

Com base em dados atuais e análises de especialistas, podemos afirmar que o futuro do trabalho exigirá um novo perfil profissional: mais adaptável, tecnológico e alinhado com as transformações sociais e ambientais. Preparar-se para esse cenário é um passo fundamental para quem busca prosperar nas próximas décadas.

Referências

BRYNJOLFSSON, Erik; MCAFEE, Andrew. A segunda era das máquinas: trabalho, progresso e prosperidade em uma época de tecnologias brilhantes. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 7. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2007.

FORUM ECONÔMICO MUNDIAL. Future of Jobs Report 2023. Geneva: World Economic Forum, 2023. Disponível em: https://www.weforum.org/reports/future-of-jobs-report-2023/. Acesso em: 20 abr. 2025.

INTERNATIONAL LABOUR ORGANIZATION – ILO. World Employment and Social Outlook 2018: Greening with Jobs. Geneva: ILO, 2018. Disponível em: https://www.ilo.org/global/research/global-reports. Acesso em: 20 abr. 2025.

LIMA, A. C.; BARBOSA, M. R. Saúde mental e pandemia: o impacto psicológico da COVID-19. Revista Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 30, n. 1, p. 56-64, 2021.

PEREIRA, R.; SENA, M. Empregos verdes e desenvolvimento sustentável: um panorama do Brasil. Revista Brasileira de Desenvolvimento Sustentável, Brasília, v. 12, n. 4, p. 77-89, 2023.

RODRIGUES, L. F.; SILVA, C. Mobilidade urbana e tecnologias emergentes: desafios e oportunidades. Revista de Logística e Cidades Inteligentes, Curitiba, v. 5, n. 2, p. 32-49, 2022.

SACHS, Jeffrey D. Era do desenvolvimento sustentável. São Paulo: Perspectiva, 2015.

SASSEN, Saskia. Sociologia das cidades globais. São Paulo: Edusp, 2005.

SCHWAB, Klaus. A Quarta Revolução Industrial. São Paulo: Edipro, 2016.

TOPOL, Eric. Deep Medicine: How Artificial Intelligence Can Make Healthcare Human Again. Nova York: Basic Books, 2019.

UNESCO. Reimagining our futures together: a new social contract for education. Paris: UNESCO Publishing, 2022.

VALENTE, José Armando. Educação 4.0: desafios e possibilidades para a escola do futuro. Campinas: PUC-Campinas, 2019.